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A Galeria do Lado Oriental: Arte no Muro

“Muitas pessoas pequenas em muitos lugares pequenos que fazem pequenas coisas podem mudar o mundo.” Isso está escrito no que resta do Muro de Berlim. E foi exatamente o que aconteceu. Não foram os governantes do mundo, mas pessoas comuns de Berlim que derrubaram o Muro em 1989. Uma parte de aproximadamente 1 quilômetro do muro foi preservada, onde agora – pintada de maneira bem colorida – forma a Galeria do Lado Oriental. Um protesto vibrante e vívido.

Berlim e o Muro estão ligados inextricavelmente. Esse símbolo tangível da Guerra Fria foi demolido com grande entusiasmo após a queda do Muro e posteriormente as partes foram vendidas uma a uma pelas autoridades DDR (German Democratic Republic – República Democrática Alemã) destituídas. Uma parte do Muro ainda permanece intacta, ao longo da Spree em Mühlenstraße onde 1.316 metros de concreto reforçado foram convertidos, em 1990 por 116 artistas de 21 países, na maior galeria a céu aberto do mundo.

O renascimento do Muro

A Galeria do Lado Oriental, a parte restante do Muro mais comprida e mais famosa que separava a Berlim Oriental da Berlim Ocidental. Essa galeria a céu aberto, que atrai mais de um milhão de turistas por ano, foi palco de uma condição pavorosa há somente alguns anos atrás. Muitas pinturas estavam desgastadas pelo tempo e destruídas por vândalos grafiteiros e turistas que rabiscaram frases no Muro.
Na celebração de 20° aniversário do ‘Mauerfall’ (queda do Muro) em 2009, a galeria a céu aberto passou por uma reforma de 2 milhões de euros. Os buracos foram tampados, a pintura foi limpa e a arte foi refeita. Dos mais de 100 artistas, 8 se recusaram a plagiar a si mesmos e refazer seu trabalho, com a exceção desses poucos trabalhos, a galeria ficou intacta novamente.
Em 2013, a galeria passou por outro contratempo, quando um construtor demoliu 3 trabalhos de arte em 23 metros do Muro para construir um luxuoso hotel – apesar dos violentos protestos liderados por David Hasselhoff, ator e cantor extremamente popular entre os alemães e principalmente conhecido pelas séries ‘Knight Rider’ (O justiceiro) e ‘Baywatch’ (SOS Malibu). Desde a queda, o Muro continua a engajar os moradores de Berlim. O debate sobre a destruição das partes restantes do Muro vem à tona regularmente.

“Apesar do protesto feito por David Hasselhoff, 23 metros do Muro foram demolidos para que um hotel de luxo fosse construído”

O beijo entre Brezhnev e Honecker

A Galeria do Lado Oriental ainda permanece e as obras de arte mais famosas não desapareceram. O ‘Mein Gott, hilf mir, diese tödliche Liebe zu überleben’ de Dmitri Vrubel é um famoso grafiti que retrata um “amor fraternal” entre o líder soviético Leonid Brezhnev e o líder da DDR, Erich Honecker. E no ‘Test the Rest’ de Birgit Kinder, o Trabant da Alemanha Oriental rompe o Muro para o lado Ocidental. Bem ao lado da parte demolida estão as cabeças coloridas de Thierry Noir, um dos locais favoritos dos turistas para tirar fotos, assim como a pintura psicodélica de Gamil Gimajew. Muitas das obras de arte transmitem uma mensagem política ou fazem referência aos horrores da Guerra Fria, como em ‘Der Mauerspringer’ de Gabriel Heimler. Os alemães orientais tentaram cruzar o Muro de todas as maneiras, geralmente sem muito sucesso. Na maioria dos casos, suas tentativas resultaram em mortes ao invés da tão desejada liberdade.

A arte mural atrai um milhão de turistas todo ano

Créditos das fotos

  • A arte mural atrai um milhão de turistas todo ano: Carol anne, Shutterstock